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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

Tenho saudades tuas

Eu sei que é egoísta querer manter-te perto de mim quando os teus olhos vêm coisas que os meus não.

Quando o teu coração sente coisas que o meu não.

Quem me dera poder fazer-me amar-te perdidamente.

Ou fazer-te ver-me apenas como uma amiga.

Seriamos mais felizes. Seriamos todos mais felizes.

 

Sinto tanto a tua falta.

A falta das tuas palavras.

Das histórias que me contavas, que eram tantas e tão belas.

Dos nossos pequenos-almoços para ver o nascer do sol, onde discutíamos os problemas da humanidade e observávamos os pássaros a voar.

 

Onde, atrás de um cigarro ou outro, mandavas aquelas piadas sem sentido e, estivesse quem estivesse, não me conseguia controlar.

Onde, de minuto a minuto mandavas um miolo a um dos pardais que por ali nos fazia companhia.

 

Mas há dias em que essa saudade passa a dor.

São dias como hoje.

Procurei-te para partilhar o mais profundo dos meus sentimentos.

Daquilo que me doí e me destrói e bem sei que a ti também.

Não são os meus problemas...oh não, esses eu cá os resolvo sozinha.

 

São os problemas dela. Da Mãe. Da natureza.

 

Quando sinto e sei que o único que me vai compreender és tu.

Sinto saudades de poder falar contigo sobre problemas que parece que só nós identificámos. São invisíveis para os demais.

Tenho saudades de desabafar contigo.

Das palavras e ensinamento que me irias dar ao ver-me, mais um vez, desconsolada por aquilo que não consigo controlar.

Da forma como me irias mostrar alternativas para praticar o bem.

Da forma como eu iria imediatamente dizer que sim.

Da maneira que iríamos sorrir no final.

Da maneira como a ferida cicatrizou apenas e só contigo.

 

Agora que já não estás na minha vida sinto-me a secar.

Este calor do ódio deixa-me seca, sem esperança e consumida pela desgraça alheia.

 

Sinto-me com sede.

Sede da tua esperança.

Sede da tua espiritualidade.

Sede da tua sensibilidade.

Da tua facilidade de ajudar o próximo e não olhar a quem/quê.

 

De onde vou eu beber agora?

Olho á volta e só vejo pessoas vazias, com ideias compradas, com acções nulas...

 

Se eu pudesse escolher amar-te como me amas...

Iria ser muito mais do que nós.

 

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