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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

Só sirvo para os dias de semana

Fez esta semana 3 meses que o conheci.

Depois de me meter onde não fui chamada e insistir em ir para o after seguir a minha paixão alguém me chamou para mo apresentar.

A casa era dele, o after era dele, mas curiosamente todas as pessoas que ali estavam sentadas eram amigas do dealer (o meu amor de então).

A Rita (amiga do dealer) ao ver-me a ser humilhada chamou-me e disse-me:

"Senta aí no colo do João"

Pensei para mim "Olha que bem que me serve para ver se aquela alminha sente algum pingo de ciume"

A verdade é que a alminha nem sequer pestanejou e eu acabei por ter uma conversa porreira que durou a tarde toda.

No final do after já eram umas quatro da tarde começaram-se a dissipar as pessoas e um pequeno grupo falou em ir ao Brunch.

Eu, que já tinha tomado um shot de md, obviamente comecei a ficar atenta aos planos.

Os bilhetes compravam-se online, a minha conta ainda tinha saldo e não tinha nada mais interessantes para fazer.

Decidi então ir com dois desconhecidos para o Brunch tentar ver o Motor City Drum Ensemble.

Antes de ir e como não tinha bateria no telemóvel nem carregador tive o discernimento de pedir ao João para me escrever o numero de telemóvel dele e a morada, caso acontecesse alguma coisa, eu voltaria para casa dele.

Claro que não demorou muito ate isso acontecer porque mal cheguei ao recinto e depois de andar uma hora no meio da Ajuda comecei a acusar o cansaço de muitas horas acordada e acima de tudo em jejum.

Tinha-me esquecido que não comia há 18 horas.

O efeito do md passava e a fraqueza começava a aparecer.

Pedi o telemóvel a um dos desconhecidos com quem fui para fazer a chamada ao João.

Fui então resgatada pelo príncipe no Volkswagen Polo eram umas 18:00.

Estava tão fraca que nem me lembro bem do que aconteceu.

Sei que acabamos a ir comprar comida ao Lidl e depois fomos estacionar perto do rio.

Conversámos até altas horas sobre o que o dealer me tinha feito sofrer, tomamos mais md e no final ele foi levar-me a casa.

Foi levar-me a casa mas não me conseguiu deixar lá sozinha visto que estava com uma moca tal que comecei a alucinar e a ficar com medo de tudo.

Pois bem...que belo dia de apresentação foi esse, a dormir com um desconhecido na minha própria cama com a maior moca de md de sempre.

Já passaram 3 meses.

Depois daquela noite ficamos inseparáveis.

Ele apaixonou-se perdidamente por mim e eu fiz dele um bocado o meu gato sapato mas a verdade é que fui-me apaixonando pela forma como ele me tratava.

Ao longo destes 3 meses cozinhei mais para o João do que para qualquer outra pessoa.

Chegava mesmo a ir comprar-lhe o pequeno-almoço à pastelaria e deixa-lo na cozinha para quando ele acordasse.

Podia não querer assumir um compromisso, mas tratava-o sempre como se de meu namorado se tratasse.

Dormimos muitas vezes agarradinhos (coisa rara também para mim) e tivemos serões de sexo completamente alucinantes.

Não posso mentir....foi o sexo que me prendeu.

Tive alturas em que praticamente nem sentia falta de moca nenhuma porque o prazer que tinha em estar com ele era maior.

Por essa razão fui deixando de sair e fui-lhe propondo cada vez mais ficarmos em casa, a ver filmes, enrolados à manta.

Fui-me então apercebendo que ele não estava muito confortável com isso.

Ele não consegue não sair à noite aos fim-de-semana.

Nos últimos 2 fim-de-semana nem sequer esteve comigo porque diz "Posso estar contigo durante a semana".

Decidi então mostrar o meu desagrado.

Depois de nova discussão com os meus pais na sexta-feira ligo-lhe para saber se não quer ir la jantar a casa ao que ele me diz "Não me estejas já a bloquear o fim-de-semana. Posso estar contigo segunda, terça....".

Disse ok e ele disse que me ligaria passado um bocado.

Não ligou.

Enviou-me uma sms domingo à noite e eu respondi-lhe que não servia para domingos à noite.

Estou triste, estou desiludida, estou a sentir-me usada.

Parece que assim que destapo um pouco do amor que tenho para dar eles fogem.

Andam todos atrás de mim enquanto os trato mal.

Agora que queria finalmente retribuir o carinho e amor que ele sempre fez questão de demonstrar, ele não quer mais.

Sinto falta dele mas nem sequer tenho vontade de estar com ele porque estou magoada com a forma como ele me fez sentir.

Bem sei que fui eu quem quis que isto fosse uma amizade colorida, mas não consigo entender porque é que a vontade dele de ser algo mais desapareceu quando eu comecei a dar mais de mim.

Afinal, não somos assim tão diferentes e se calhar quando ele sentiu que já me tinha conquistado perdeu o interesse e atenção, tudo bem, isso acontece, não é sequer o que me está a doer, mas sim o trato, o desprezo, a frieza com que ele me fala e me mostra que só sirvo para a semana.

Apesar de ate então ele ser a parte que mais gostava eu sempre o tratei com carinho e sempre fiz tudo para que ele se sentisse amado.

Ao contrario, quando lhe falta o "amor" parece que não resta nem respeito nem gratidão por tudo o que sou e fui para ele.

E isso, é o que me deixa mais triste.

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