Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

23
Set16

Repúdio parte II - Se não temos química se calhar tentamos a física?

Então vamos lá recapitular...

Rapaz interessante pelo qual eu não tenho tesão.

 

Ponto de situação: continuo sem atracção física por ele, mas agora já nem vontade de o beijar tenho.

 

Depois de lhe dizer 3 vezes ao dia para ele não me estar sempre a demonstrar afecto e/ou a partilhar vontades continuou a dizer-me que tinha saudades minhas todos os dias de manhã e a descrever o que gostava em mim dia sim dia não.

 

Ser fria com ele não estava a ser suficiente.

 

Restou-me assim como única solução pedir-lhe um tempo para ver se sentia saudades dele e para respirar um pouco daquela intoxicação de amor.

 

Não falámos durante 2 dias (sim, não durou muito), até que ao 3º dia decidi fazer-lhe "a proposta".

 

Convidei-o para passar cá por casa.

 

Pensei: "pode ser que se nos entendermos muito bem na cama eu passe a olhar para ele com outros olhos, pode ser que acenda a chama".

 

Qual filme do Ben Stiller....

 

Abri uma garrafa de vinho e ele não tardou em chegar.

 

Ainda antes de fazermos o brinde já ele estava a deitar cá para fora os seus sentimentos.

Disse que não me compreendia!

Que não compreendia o que estava a fazer!

Que se fosse só sexo que queria, que lhe devia ter dito desde o inicio e que bla bla bla!!!

 

Acho que bebi metade da garrafa de vinho e fumei meio maço calmamente enquanto ele encenava o papel de drama queen.

 

No final disse-lhe: "Já acabaste?" E beijei-o.

 

Pela primeira vez naqueles 30 minutos apercebi-me que estava em casa com um homem, pois ele finalmente pegou em mim ao colo e começou-me a beijar de forma fogosa.

 

"Óptimo! Vamos ver no que dá" pensava eu a tentar fechar os olhos durante os beijos.

 

Passados uns minutos em que (pareceu-me) não sabia muito bem o que fazer comigo decidi dizer-lhe para irmos para o quarto.

 

Chegados ao quarto continuou a surpreender-me, se bem que notei algum nervosismo.

 

Excitadíssimos depois de bons preliminares vamos lançados para o momento crucial e....

 

E nada.

 

Morreu.

 

Eu, claro, prestativa e constrangida pergunto-lhe o que posso fazer para o ajudar.

Digo-lhe (e é mesmo assim) que acontece, que é natural, que não há mal se não fizermos nada...

 

Ele começa a ficar nervoso e a arregalar-me os olhos.

 

Levanta-se da cama em desespero e diz-me que não faz sexo há imenso tempo e que não sabe como é a minha vida sexual, mas que ele não consegue ter sexo sem significado e que está cansado de relações superficiais e que na cabeça dele isto não está bem....

 

Voltou a reencarnar a Diva.

 

Pior, quase que dizia que a culpa daquilo era minha!

 

Eu, que continuava deitada na cama já com as mãos na cabeça, e quase a perder a paciência com o Sr. Sentimentos, digo-lhe depois de o ouvir atentamente:

 

"Ouve, somos adultos, estamos aqui de livre e espontânea vontade, eu também não sei o que isto vai dar, agora tu tens 2 opções ou continuas a incutir drama numa situação tão básica quanto esta ou relaxas, respiras e aproveitas o que está a acontecer. Se não tivermos nada e ficarmos só a beber vinho e a conversas por mim também está bem"

 

Nisto levanto-me e começo-me a vestir.

 

Até que ele "secou as lágrimas", repôs a testosterona e voltámos ao ponto onde tínhamos parado.

 

O sexo foi bom, não foi maravilhoso, mas foi bom.

 

O que não foi bom foi a minha reacção quando terminámos de o fazer.

 

Ao invés de me apetecer deitar a cabeça no peito dele, apetecia-me carregar num botão e ejecta-lo da minha cama.

 

Não consegui sequer tocar-lhe e só tive coragem de lhe dizer "Importas-te de ires embora?".

 

O Repudio chegou.