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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

19
Dez17

Os homens não nos levam a sério porque falamos demais?

 

Agora com este luto do meu mais recente desgosto "amoroso" dei por mim (num ataque de raiva compulsiva acompanhada de álcool) a enviar-lhe uma mensagem com duvidas existenciais e acabei por perguntar se ele já tinha dormido com alguém desde que "o encostei à parede" e ele respondeu-me a verdade. 

 

Sim.

Como doeu este sim.

Mas eu perguntei.

 

Adiante, não contente, continuei a conversa.

Mais uma vez ele disse-me que não me prometeu nada e eu disse-lhe que via o tempo que ele passava comigo como interesse em algo mais ao que ele me responde o seguinte.

 

"Estava só a aproveitar o momento. Mas tu também já viste o teu comportamento? Contaste-me que beijaste uma rapariga no fim-de-semana que te conheci"

 

Nota: nesse fim-de-semana AINDA só tínhamos bebido café.

 

Eu: "Han? Mas quando te contei isso tu até me comentaste que a tua ex-namorada com uns copos a mais também beijava raparigas, achei que não saísse do teu conceito"

Ele: "E eu não achei que quisesses algo serio"

Eu: "Mas e perguntaste? eu ao menos perguntei. Tarde, mas perguntei-te"

 

Isto para dizer o quê...

Que ele ouvia as minhas historias com uma tranquilidade e divertimento, numa boa, mente aberta!

"Gosto de ti és fixe" e outras balelas, mas lá dentro ia-me julgando e catalogando como toda a gente faz.

 

Agora dizem..."Mas querias o quê, se ele não te conhece e lhe contas que foste sair à noite e beijaste uma rapariga ele vai pensar que sempre que sais te enrolas com qualquer coisa que mexe".

Mas o que ele extrapula já é um problema dele, não meu. E cabe a ele tentar saber se isso é verdade ou não.

Nao foi isso que fez, achou graça. O feedback foi positivo, não me preocupei.

 

Anyway comecei a pensar...será que me devia calar sobre o que sou, principalmente, sobre o que faço?

Praticar o "parecer antes de ser".

Fingir que sou uma menina bem comportada que fica em casa a fazer crochet?

Será que ouvindo mais e falando menos se ganha mais credibilidade de um homem?

 

Outra questão que pensei foi....será que nós as mulheres estamos fáceis de mais?

 

E como existe 1 homem para cada 7 mulheres, e essas mulheres estão todas tão fáceis, não é normal que eles queiram ficam com todas sem compromisso?

E mesmo que as mulheres fossem difíceis? Não haveria uma que desse mais abertura? Portanto...muda o quê?

 

Será que estamos a ir para a cama cedo demais?

Mas para quê esperar para ver se o sexo é bom?

Ou será que ele passará a bom se entretanto já tivermos conseguido construir um sentimento sem sexo?

 

Acho que não há receita. É o vale tudo. É a selva autêntica. O salve-se quem puder.

 

E depois outra coisa!!!

A mulher a envelhecer é diferente de um homem a envelhecer!

Ficamos estéreis, com as hormonas trocadas, flácidas, tudo caído...

E eles? Até ganham um charme extra.

 

E depois, além de termos de competir com as 6 mulheres da nossa idade estamos ainda a competir com as meninas de 20 anos todas impecáveis.

 

Mas onde há amor isto não se passa verdade?

Não sei. Eu própria me considero machista por querer ter vários homens caídos por mim e depois vai-se a ver e não quero namorar com nenhum.

Ou só acho isto porque se calhar nenhum quis, de facto, namorar comigo...

 

Será que somos mesmo o que atraímos?

Será que se eu não parar de me envolver com toda a gente que esbarro também não vou encontrar ninguém com boas intenções?

 

Os meus pais dizem que não conheço ninguém de jeito porque saio à noite.

Velhos tempos...sabem lá eles quantas formas tem um homem de me encontrar mesmo que fique em casa fechada.

 

Ele é instagram, facebook, tinder tudo e mais alguma coisa.

E mesmo que não use nada disto, então vou esperar que me batam à porta?

 

Tenho de estar onde as pessoas da minha idade estão, e lamento, mas estão na noite Lisboeta.

Cais Sodré, Bairro Alto e afins.

 

Mas acho que nem tudo é mau.

Temos é de aprender com as experiências que vivemos.

Neste caso aprendi (além de outras coisas) que conte o que contar a um rapaz, não posso contar apenas as coisas que me façam parecer a rainha da parada, porque isso pode e vai ser mal interpretado.

Isso pode atrai-lo, deixá-lo cheio de tesão por mim etc, mas pode descredibilizar-me e fazê-lo crer que só me quero divertir.

Tenho de começar por explicar que de facto, e apesar do que possa parecer, quero muito encontrar aquele one of a kind love.

Que não quero ser apenas mais uma.

 

Mas...e valerá isso de alguma coisa?

Se no fundo ele souber fazer as coisas, não vai dar ao mesmo?

Não ficarei novamente de coração despedaçado?

E não parecerei desesperada?

E não cortarei a magia?

 

Enfim, apenas introspectivas de final de ano.

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