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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

09
Mai17

Não venhas

Não quero ter de esperar

Se isso não vai sarar

A ferida que já abri

Por há tanto esperar por ti

 Já decidi

Não é discutível

Tampouco aprazível

Para quem sente

 

Não

Não quero saber quando é

Se tenho tempo ou disponibilidade

É maldade

Aquilo que fazes comigo

 

Pergunto

Se não deste conta que parti

Se nem sequer perguntaste por mim

O que te dá o direito

De vir remexer no meu peito

As emoções que já guardei?

 

Não venhas que não vou cá estar

E se estiver

Vou mandar-te de volta

Para de onde nunca devias ter saído

Parece castigo

Ter de renunciar-te

 

Não venhas que não fazes falta

Agora que está alta

A minha confiança

Não tenhas esperança

De remediar o que fizeste

Se é esse o teste

Que pretendes fazer

 

Não

Não posso ter

Recaídas como outrora

Porque agora

A minha vida não és só tu

E quem nela vive

Já não suporta enxugar

As lágrimas que por ti derramo

E se ainda assim és quem amo

Certamente é por engano

Então prefiro não amar.

 

By: Podenga

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