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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

13
Jun18

É dificil fazer só sexo quando já se fez sexo com sentimento

"Mas tens de entender que é 'pró que é"

 

Porque será que não consigo?

Precisamente no dia que se passavam 6 meses sobre o evento Vimieiro (que romântico) decidi largar o celibato.

 

Obviamente que já sabendo que sou um potezinho carente, não me mandei para cima do primeiro que me apareceu, não não...

Fiz todo um estudo de mercado sobre qual o alvo a atacar.

Do lado do custo estaria o facto de abdicar da "atração fatal"\sentimento.

Do lado do beneficio era claro: alguém com a menor probabilidade de me apaixonar.

 

Concluindo, queria voltar a sentir-me feminina, sexy, ter prazer, dar prazer, ser desejada, desejar, mas com o menor risco possível de isso resultar numa embrulhada como a do final do ano.

 

Naturalmente que não é garantido que isso vá ser como se planeia, mas também não queria atirar-me de cabeça para a cama de um qualquer, porque se fosse para ser assim não tinha porque estar em celibato tanto tempo.

 

Isto tratava-se de uma questão puramente de sobrevivência.

Eu precisava libertar tensões que não são possíveis de libertar senão através do sexo.

Acreditem que tentei de tudo (ahahahah).

Já nem eu própria me aturava.

6 meses é muito tempo.

 

Adiante.

Quando o conheci percebi logo que era tresloucado.

Mas é aquele gajo que não engana, percebe-se logo que é um playboy e por um lado isso deu-me uma tranquilidade.

Outra razão que me fez escolhe-lo é porque é amigos de amigos e por isso de certa forma, não vai ser aquela cama da vergonha, vai ser mais um fuck friend.

O que mais me preocupava é se de facto, ainda que não haja nenhum sentimento envolvido, se pelo menos ele iria mostrar interesse, porque hoje em dia como isto anda....enfim.

 

No domingo quando ia a voltar para casa depois de uma noite de excessos decidi mandar-lhe a rede a ver se ele caía.

E de facto mostrou-se responsivo.

Ele foi lá a casa e a coisa deu-se.

 

A questão é que, como forçado que foi, o sexo foi algo....robotico\encenado.

Deu-me a sensação a certa altura que estávamos a tentar impressionar-nos mutuamente ao invés de de facto sentirmos as coisas.

Foi "só sexo".

Não gosto deste sexo, aliás tanto que nem consegui chegar ao climax porque já estava a hiperventilar ainda por cima de ressaca, enfim.

 

Quando terminamos fomos tomar banho em conjunto e ainda ficamos um bocado na palheta.

Surpreendeu-me mais a parte depois do sexo do que propriamente durante.

Ainda me aumentou mais a ideia de que aquele sexo tinha sido encenado e não verdadeiramente sentido.

Super carinhoso, sempre a tocar-me, beijar-me, abraçar-me.

 

Dei por mim a sentir falta do defunto.

Em como levitava só de lhe tocar.

É isto que me irrita no sexo, é que quando há paixão parece que o teu corpo transporta-te para um campo magnético diferente e ficas a levitar e o prazer é paranormal.

Tive saudades de me entregar pura e simplesmente a alguém sem controlo, sem tempo, sem regras, sem querer impressionar.

Tive saudades dele.

Mas mais que isso, tive medo de não vir mais a sentir o que senti com ele.

Será que isso se trabalha? 

Ou é algo que ou é ou não é?

 

Dei por mim a pensar como é difícil recuarmos na qualidade do que sentimos, dos afectos, do toque, da adrenalina.

Mas uma coisa não tenho duvidas, quem experimenta fazer sexo com sentimento, não quer mais nada.

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