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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

05
Dez17

Devo "encostá-lo à parede"?

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 Praia Fluvial do Vimieiro, 03 de Dezembro 2017

 

Neste feriado de 1 de Dezembro estive alojada numa casa de xisto situada neste pequeno, lindo, imenso paraíso que é a praia fluvial do Vimieiro.

 

Uma vez que fui com o tal rapaz com quem ando a sair há já algum tempo e seria a primeira vez que iríamos passar 24h juntos, pedi ao universo para me ajudar a perceber se de facto esta relação tinha pernas para andar.

 

Acho que ele ouviu as minhas preces...

 

Não que corresse mal, mas não houve nenhuma alteração significativa face aquilo que tem sido o nosso ciclo de encontros semanais.

Ao final do segundo dia e depois de uma tarde carnal, decidi questionar-lhe esta falta de "entrega" que sinto do lado dele.

A resposta dele foi: "Eu gosto de ti, se quero algo mais sério, não sei. Pensaste que este ia ser um fim-de-semana romântico e não está a ser, e por isso sentes isso".

 

Fiquei em silêncio uns segundos a tentar ser racional, mas não me controlei.

Num misto de tristeza e amuanço a minha reacção foi "ok, então não me toques mais".

 

Indignado responde-me "Mas porquê? Não mudou nada entre nós com aquilo que disse. A única coisa que mudou foram as tuas expectativas".

Não soube responder, virei-me para o lado e adormeci (ou tentei).

 

Estive a matutar a noite toda sobre a frase que ele proferiu.

Será que estou a condenar um futuro com esta pessoa porque estou a colocar a "parede" das expectativas atravessada no meio do caminho que estamos a percorrer?

Estarei a querer sacar dele uma decisão num momento demasiado precoce?

E mesmo que ele me respondesse que sim, que as intenções dele era ter algo sério comigo no futuro, isso dar-me-ia alguma segurança de que, de facto, iríamos ficar juntos?

 

No caminho, que até agora tem sido proveitoso para os dois, sem pressas, nem rótulos, mas com muita vontade, existe necessidade de parar e decidir para que objectivo se está a caminhar? Ou deveria deixar o tempo comandar?

 

Vi-me então envolvida no meio do problema que eu própria criei.

Vi-me envolvida numa situação na qual costumo estar do lado de lá, e que normalmente, respondo o mesmo que ele me respondeu.

Então porquê crucificá-lo?

 

Um dia um amigo disse-me "Quando estás dentro de um problema tudo te parece negro. Tens de te afastar dele para notares que afinal é só um ponto"

 

Disse-lhe que precisava de tempo. Precisamos os dois de tempo.

Tempo para nos afastarmos e vermos realmente que falta fazemos um ao outro, que dimensão temos na vida um do outro.

Tempo para conhecermos outras pessoas e decidirmos que mesmo assim, nos queremos um ao outro.

 

Ás vezes o ego comanda a nossa cabeça e faz-nos confundir um pontapé no ego com um desgosto de amor.

Não será a necessidade de o ter "apanhado" por mim um capricho? Para saciar a minha necessidade de ser amada?

Como sei que, como aconteceu no passado, não iria desinteressar-me por ele mal ele mostrasse interesse em algo mais?

Só consigo perceber isso se sentir que ele me faz mesmo a falta que penso que faz.

E ele idem.

 

Vamos deixar passar o Dezembro, e ver o que o novo ano nos dita.

Entretanto, vou colocá-lo no nível mais baixo de prioridade.

 

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