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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

05
Nov18

Desabafos de um amor incompleto

Encontrei este texto que escrevi quando estava apaixonada pelo dealer.

Como diz o meu melhor amigo "Miúda, esquece-o".

E eu respondo "João, eu esqueço, mas não consigo ignorar."

 

 

 

São os olhos dele que me prendem

quando tento lembrar-me de como ele é

são deles que me lembro primeiro

a forma, a intensidade, a intenção

gosto de o ficar a observar quando dorme

posso percorre-lo sem medo de ser apanhada

fico com uma imagem bem guardada

para rebuscar durante o tempo que passo sem ele.

Ele não sabe o que significa para mim

não sei se isso ajuda ou complica

tento andar no limbo para não sofrer demasiado

ou até perdê-lo, por assustá-lo...

Não é opção para já dizer-lhe o quanto sinto falta dele

ainda não há profundidade para isso

para mostrar saudade

pouco falamos, nas horas que temos

é com o corpo que nos entendemos

mas ele desabafa, deixa-me descansada.

Há nele uma necessidade de me contar as historias dos seus dias

como se me quisesse integrar, e é isso que é cinzento para mim

mais ainda porque nunca é ele a iniciar uma conversa, sempre eu

será que ele pensa em me compensar pela falta de atitude?

Não sei entender este sinais que me dá, se calhar nem são sinais

a verdade é que não me chama para nada, mas aceita praticamente tudo o que lhe proponho

e até reclama se o encontrar na rua e não parar parar para conversar.

Será narcisismo? Será a necessidade que ele tem da minha atenção somente ser notado

e nada tem a ver comigo?

Bom isso não tem como eu saber, mas vou ficar atenta.

Ate penso em ignora-lo durante uns dias 

para ver se ele nota diferença

mas acho que só eu vou dar conta.

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