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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

02
Mai18

Casais liberais

Não sei que horas eram nem como é que chegamos a ser quatro a sair do Musicbox com uma mala de viagem.

 

Não me lembro também como fui parar a casa de um casal com mais um membro que no entretanto se juntou.

 

Tenho flashs.

 

Flashs de uma noite que começou às 20:30 em Telheiras, rapidamente passou para a rua cor-de-rosa onde bebemos uma cerveja no primeiro café que vimos aberto.

Quando digo vimos refiro-me a mim e ao meu fiel companheiro de loucuras burguesas.

 

Depois da primeira bebida cair no nosso estômago vazio decidimos ir comprar alguma coisa antes da noite que prometia ser dura, começar.

Fomos ao minipreço e comprámos 4 bananas.

 

Enquanto comíamos as bananas à porta do estabelecimento íamos tentando ligar para o génio da lâmpada.

Precisávamos de pó mágico.

 

Sinceramente, não me lembro bem o que nos levou a passar para o Rive Rouge.

Fomos à missa de Domingo.

10€ à entrada sem consumo é o que me vem primeiramente à cabeça.

"Que absurdo", pensei eu, mas lá entrei, também nunca lá tinha ido, dei o beneficio da duvida.

 

Chegando à pista, demorei pouco até me render.

Mas que musica, ambiente, uau, estava no céu.

Deixava-me levar, de olhos fechados, embalada pela musica e pelo álcool.

Encostei-me o mais próximo que pude do Dj.

Percebi que era o Xinobi. "Estava mesmo destinado ouvir este gajo", pensei.

 

De repente sinto uma mão no braço.

Novos membros se juntaram à dupla.

Novos membros com pó mágico.

Abri as hostilidades com uma das raparigas do grupo.

 

O que se passou nas próximas horas não sei detalhar pois andei a viajar nos meus pensamentos ao som do extraordinário Xinobi.

Acho que ainda me arrepio, só de pensar.

Acabou a missa, fomos embora.

Xinobi incluído, a quem fui dar um beijinho e agradecer. 

Ele, super simpático e receptivo.

 

Seguimos até ao Europa, depois MusicBox e daí tenho vagas memorias.

Voltando à casa do casal.

Deviam ser umas 8 da manhã.

 

Éramos 5. Dois casais e um dealer manhoso.

 

A casa era super diferente, cheia de gatos e cheiro a incenso.

 

O rapaz do casal pergunta quem quer ir com ele à rua comprar tabaco, eu ofereci-me pois também precisava.

Sentamo-nos num café pelo caminho e eu falava-lhe sobre sei lá o quê quando de repente ele chegasse à frente e beija-me.

Apesar do meu estado consegui reprovar o acto e dizer que ele não podia fazer aquilo.

Ele explicou-me que não havia mal, mas eu não acreditei.

Voltamos a casa e ele diz a namorada que me beijou.

Ela ri-se e ele volta a beijar-me à frente dela.

 

Não sei se era pela carência, se pelo álcool e outras coisas mais mas...desbloqueou em mim o instinto perdido.

A minha vontade era mandar-me de cabeça e cometer loucuras.

Mas...acredito que as coisas quando têm de ser acontecem naturalmente e ali, estavam pessoas a mais.

Restou-me ficar com vontade e ir para casa a pensar naquilo.

 

Entretanto a namorada trocou uma mensagem comigo a dizer que temos de combinar ir a praia.

Vamos ver o que vem daí.

 

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