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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

25
Mai17

Cansei-me de tudo

Cansei-me

Estou cansada de tudo

Daqueles dias que expludo

Só de ouvir alguém respirar

Não dá para controlar

São muitas frustrações

A competir por um lugar

Dentro de mim

Estou mal assim

Mas não sei como estar melhor

E pior

É impossível ficar

 

Cansei-me

Até da minha própria voz

Quero estar a sós

Com a minha consciência

Estou sem paciência

Para desejos alheios

Ou outros devaneios

Que sem pedir licença

Entram na minha cabeça

E ferem a minha lucidez

Com rigidez de mármore

 

Cansei-me do eu e do tu

Das promessas do nós

Que nunca vão existir

Para quê mentir?

Põe as cartas na mesa

Tenho a certeza

Que na primeira oportunidade

Vou desta para melhor

 

Cansei-me do 'migo e da 'miga

Que por mais que lhes diga

Que não estou bem

Precisam de quem

Lhes escute os problemas

Trabalho, filhos e outros temas

Tão interessantes que doí

A quem contrariado

Moi

O pensamento 

 

Cansei-me do pai, da mãe e do irmão

Quer diga que sim ou que não

Gera sempre discussão

Não há satisfação plena

Problemas de descendência

Que não são passiveis de resolução

 

Cansei-me do pai do filho e do espírito santo

Não há solução portanto

Para tanta possessão interior

Que até o Diabo espanto

Por não saber o quanto e como

Usar o amor

 

By: Podenga