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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

27
Abr17

Beleza do amor

Pensas-te muito para inventar essas mentiras

Ou já te sai naturalmente?

Ou descontente

Ainda tinhas em mente

Continuar durante mais tempo?

Atento

Nas tuas desculpas e sorrio

Como é que existia um rio

Entre tu e eu e não via?

Ou nem sequer sentia

As gotas de água a cair

Na minha cara sem pressentir

Que quanto mais me fazias sorrir

Mais me irias fazer chorar

E mesmo sabendo disso preferiste

Adiar

A minha agonia 

Como quem espera pela madrugada fria

Para matar

O sonho de quem sinceramente viveu

Um amor que era só seu

E que por isso no fim verteu

Lágrimas de pena

Como quem escreve um poema

Inspirada pelo que perdeu

Não no amor mas no tempo seu

Que não voltará a recuperar

Mas a amar 

Irá com certeza

Porque a beleza do amor

É que apesar de ser dor

É possível sarar.

 

By: Podenga