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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

13
Abr17

Beija-me rápido

Beija-me rápido

É o mais prático

Para quem tem desejo mas não pode

Expressar aquilo que sente

Com medo do que a gente

Possa dizer

 

Beija-me rápido

Daqueles que só tu sabes dar

Daqueles que não dão que falar

Que ocorrem num piscar de olhos

Que não dão aos empecilhos

Tempo de avistar

 

Beija-me rápido

Que já esperei demasiado

Para provar o teu sabor

Que mesmo com dor não esqueci

E que por amor não substitui

Mesmo que podendo

 

Beija-me rápido

Pois não sei quando se repetirá

Deus saberá

E se acontecer

Que fique lá

Guardado no nosso templo

Eterno em cada momento

Que só a nós pertence

 

Beija-me rápido

Faz o tempo parar

Faz o beijo durar

Mais do que o tempo que conhecemos

Não merecemos

Ter de esperar tanto

E mesmo assim fazê-lo num canto

Como se praticássemos um crime

 

Beija-me rápido

Mas não me beijes mais

Se não pretenderes repetir

Não me quero iludir

Não posso permitir

Que os teus beijos sejam fatais

 

Beija-me rápido

Como se fosse a ultima vez

Aquela em que virás para ficar

Que não teremos mais de jurar

Que voltaremos novamente

 

Beija-me rápido

Que estou quase a ceder

Estou quase pronta para sofrer

As consequências que te beijar acarreta

Vou deixar-me à minha sorte

 Vou lançar-me na roleta

Quero finalmente ser completa

Mesmo que a sentença

Seja a morte

 

By: Podenga