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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

Amor arrogante intelectual

 

 

 

Em cima do teu ego disfarçado

De eremita excomungado

Salta uma arrogância que doí

Não mata, mas moí

A quem tenta desbravar caminho.

 

Em cima desse teu olhar sem fundo

Qual cão vagabundo

Não se sente muito mais do que se vê

E ainda assim se crê

Ser-se olhada de verdade.

 

Em cima dessa tua falta de altruísmo

Disfarçada de estoicismo

Denota-se a parte mais podre do teu ser

Mas que mal tem, se não houver maldade?

Navegas sobre a tua cega verdade

Porque só não vê, quem não quer ver.

 

Em cima desse teu desapego interessado

Ri-se um carente acostumado

Por pensar que engana bem

A quem também não tem por onde pegar

E no fundo, sobrevive longe do mundo

Agarrado ao seu intelecto profundo

Sem precisar alguém para amar.

 

Podenga

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