Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

28
Mai18

Pessoas que dizem que ajudam e só empatam

Quem nunca se viu na desesperante situação de ter de investir em algo mas ao mesmo tempo não ter muito para gastar?

Quando assim é faz-se tudo para poupar uns trocos, eventualmente até optar por executarmos alguns trabalhos para não termos de pagar a outros.

Neste processo também é normal vasculharmos a lista de amigos para ver se algum pode ser útil e, mais uma vez, ajudar a poupar uns trocos.

 

Até aqui tudo certo, agora também pode ser comum lidarmos com aqueles "amigos" que se dizem conhecedores de contactos aqui e bons preços ali e que vão connosco a todo o lado, mas que depois na "hora H" te mostram, que afinal, não vai dar.

 

É por uma situação destas que estou a passar.

Eu já odeio pessoas mentirosas, sejam elas de que tipo forem,  então quando a mentira me afecta a logística e a carteira considero que abrem a caixa de pandora para uma mudança na nossa relação.

 

Ora, eu já estou praticamente a colocar o meu projecto online, só me faltam alguns items que ATÉ posso ser eu a comprar, no entanto, não percebo nada daquilo.

O meu pseudoamigo desde há 2 semanas atrás me diz que vai falar com o fornecedor dele para me arranjar o que preciso e a um preço razoável.

Eu fiz o meu trabalho de casa e de facto, de acordo com a minha pesquisa, o fornecedor dele é o melhor de Lisboa.

 

A questão é que ele diz que vai lá amanhã e depois afinal é amanhã e depois ....estão a ver?

E o pior é que face à distância e ao horário do armazém eu só consigo ir lá aos sábados de manhã e como ele mora lá ao lado seria mais fácil ser ele a ir tratar disso durante a semana e depois eu ir só lá levantar\pagar no sábado.

 

Entretanto eu já começo a ficar naquele estado de ebulição em que já nem lhe pergunto se ele vai lá. Aliás já nem me apetece falar com ele.

Porque se eu não lhe perguntar nada, ele nada me diz e quando eu pergunto diz-me sempre que é amanhã.

 

Na terça-feira passada era supostamente o dia em que ele "lá ia", ficou o dia todo sem me dar cavaco e manda-me uma mensagem às 18:00 a dizer "entáo miga tudo bem?"

Nem lhe respondi, tirei o numero da empresa da internet e combinei com o comercial ir lá reunir com ele sábado de manhã.

 

Por não lhe ter respondido volta a insistir e pergunta-me se se passa alguma coisa.

Aí tive de ferver e respondi-lhe "sim sabes, tendo a ficar desmotivada com pessoas que dizem que me ajudam e nunca mais ajudam"

Claro que vestiu a fatiota de desentendido\ofendido, teatro ao qual, eu não passei cavaco.

 

Com tudo isto talvez vá pagar mais uns euros pelo mesmo material, mas ao menos sei que o material vai chegar.

 

Quanto ao amigo...será que podemos "por de lado" traços da personalidade com os quais não nos identificamos de alguém que até já consideramos amigos, para que essa pessoa continue na nossa vida?

 

Será que uma "amizade" pode prevalecer no tempo sendo só "para aquilo que é"?

Digo isto porque tenho a certeza que se fosse para os copos esta pessoa nao me falhava...estão a ver?

Agora para coisas sérias...."Esquece-se".

 

É nestas alturas que eu gostava de ser homem porque não sei como é que eles fazem mas mandam-se todos à merda e ficam amigos na mesma.

Eu como sou mulher fico apenas calada e já sei que com ele não conto para mais nada com seriedade.

 

25
Mai18

Quando bebo beijo toda a gente! (ou quase)

Lembram-se desta personagem do Dragon Ball que quando espirrava virava má?

 

Penso ter o mesmo tipo de distúrbio mas ao contrario e é quando fico alterada, seja por meio de que substancia for.

Mas vocês vão dizer...."tu e mais 300 milhões de cidadãos do mundo".

Certo....mas cada um chora a sua dor, portanto deixai-me desabafar a minha.

 

A questão é esta, eu não estou inconsciente nunca e nem tenho falhas de memoria, portanto o que faço é de livre vontade, no entanto julgo não ser normal esta vontade de andar sempre aos marmelaços e a seduzir pessoas.

 

Obviamente que também não sou hipócrita e mesmo estando modo cowboy só abordo pessoas que considero atraentes, mas também me acontece algumas vezes mesmo que não ache atraentes começo a dar uma grande conversa à pessoa como se quisesse ter alguma coisa com ela quando na verdade nunca na vida.

 

Tenho outros dias também que dou o meu numero a toda a gente, o que é uma chatice porque depois quando acordo da hipnose já não quero ver ninguém à frente e as pessoas andam a mandar barro à parede até eu as bloquear...

 

Não pode ser... 

Aqui há tempos fui a uma festa que até o fotografo beijei.

Quer dizer, não há condições morais para voltar aquele local.

É que se eu me envolvesse apenas com clientes, epa mais ou menos a coisa geria-se, porque os mesmo clientes não estão sempre no mesmo local (se bem que Lisboa é mínima), agora eu é seguranças, fotógrafos, barmans.....quer dizer, é o núcleo duro do estabelecimento.

 

Corro seriamente o risco de qualquer dia começar a ser barrada.

Bom tendo tomado consciência que tenho de parar de me meter com toda a gente agora quando me sinto mais tontinha vou dançar para a frente do dj com esperança que a musica tome conta de mim.

 

Amén.

18
Mai18

Facadinha no casamento?

Eram 04:00 da manhã e o meu telemóvel vibra.

Tenho sono leve e acordei, mas nem sequer lhe cheguei a mão para ver o que era.

Viro-me para o lado e durmo.

 

De manhã ao desligar o despertador e durante os breves segundos que ainda faço ronha na cama fui ver quem me tinha tentado contactar.

 

"Olá menina, vais sair hoje? Estou por Lisboa, diz qualquer coisa."

Mensagem enviada as 04:00 pelo Facebook.

 

Pestanejei e li novamente.

 

O Marco foi um rapaz que conheci em Braga durante o Enterro da Gata de 2011.

Estava a fazer Erasmus e uma das minhas colegas era de Braga.

Ainda antes de terminar o período de Erasmus viemos todos a Portugal para a benção\queima das fitas.

Tínhamos combinado que depois de celebrar a minha em Lisboa, iria ter com ela a Braga, e assim foi.

Aproveitei portanto, para, entre muitas coisas, conhecer o mítico Marco, o Don Juan da Universidade do Minho (risada).

 

Foi-me apresentado numa das primeiras noites em Braga ainda o Enterro não tinha começado, mas como estava a praxar uns caloiros na baixa não me ligou nenhuma.

Entretanto os dias foram-se passando e, quis o destino, nunca havia forma de o encontrar.

Até que na minha ultima noite em Braga....a magia aconteceu.

Conclusão, embrulhámo-nos, acabámos por dormir juntos e tudo, mas sinceramente, nem me lembro como foi ao certo.

Só sei que acordei numa sala dentro de um saco-cama com mais 4 casais a dormir ao nosso lado.

Supostamente o apartamento pertencia à associação de estudantes da qual o Marco era presidente.

 

Acordei com a maior ressaca e vergonha alheia deste mundo e a única coisa que fiz foi ligar à minha boleia que me levaria à estação dos comboios e até acho que nem me despedi dele e zarpei do prédio o mais rápido que consegui, até porque não convinha perder o comboio.

 

Desde esse dia, nunca mais o vi, nem nunca mais falámos.

Umas semana depois soube através da minha amiga que se tinha apaixonado perdidamente por uma caloira.

Caloira essa com quem casou e teve uma menina.

 

Ficámos amigos no Facebook desde o dia que nos conhecemos e, apesar de nunca falarmos através de chats ou algo assim, trocamos uns likes de vez em quando.

 

Confesso que não sendo especial adepta de partilhas de bébés e coisas de famílias, ele é dos poucos que gosto das partilhas que faz com a mulher e com a filha.

Estão juntos há muitos anos, apoiam os projectos pessoais e profissionais um do outro, tiram fotografias lindas, mostram uma cumplicidade simples e de meter inveja.

Além de serem os dois muito bem parecidos.

 

Digamos que das famílias que tenho no meu Facebook esta está no top 3 das perfect families.

 

Quando li aquela mensagem, fiquei triste.

Por um lado, não gosto de considerar exclusivamente a hipótese booty call porque acho que tanto ele como eu somos mais do que isso, mas de facto, qual é a sustentação que existe na nossa relação para que passados tantos anos ele, no meio de uma estadia de trabalho, sozinho, em Lisboa, às 04h00 me quisesse ver?

 

Saudades? De quê? Nós nunca fomos amigos, nunca falámos.

A única coisa que fizemos foi sexo, presumo que seja disso que sinta falta, mas mesmo assim....só estivemos juntos uma vez, é o que? O facilitismo? Por ser a única lisboeta solteira (e disponível) que ele conhece?

 

Não gostei e não respondi.

God, fico desacreditada das relações sabem?

Se ele queria ver-me, para conversar suponhamos, dir-me-ia mais cedo que ia estar em Lisboa, ou pelo menos contactaria-me durante o dia.

Ele não queria ver-me, ele queria dar uma escapadela no casamento.

 

p.s. - homens traem, mulheres traem, não é aceitável de nenhuma das partes. E sim, nunca vou saber se de facto ele me queria ou não saltar para cima por isso este texto é apenas um desabafo baseado única e exclusivamente nas minhas suposições.

 

Beijos!

17
Mai18

E se criasse um canal do youtube?

Ontem quando andava a passear pelo youtube deparei-me com um conjunto de rapazes que supostamente são os youtubers portugueses mais reconhecidos.

Espreitei uma porção de vídeos (principalmente do Windoh) e no final pensei que poderiam perfeitamente ser episódios da minha vida, dentro de outros tópicos.

 

Ao ver os vídeos dele, cuja idade se distancia da minha, fez-me perceber que num mundo em que cada vez mais pessoas se escondem atrás dos ecrãs, a necessidade de viver a vida de outra pessoa acaba por colmatar a frustração de não a podermos viver nós próprios.

 

Obviamente, cada pessoa fala por si, mas, sentada 8h em frente a um computador, confesso que foi refrescante assistir a uns vídeos daquele "miúdo".

Senti-me um bocadinho l.

Um bocadinho viva.

 

Até então, nem sabia que este mundo existia.

Do youtube conhecia apenas vídeos didácticos, com dicas e formas de fazer coisas, nomeadamente maquilhagem, mas de facto há todo um reality show de vidas por lá espalhado.

 

Nisto, dei por mim a pensar: porque também eu não crio um canal do youtube onde retrato episódios da minha vida?

 

Não quero dizer com isto que a minha vida seja o supra-sumo da batata em termos de acontecimentos, mas o que é facto é que sempre que saio de casa acontece qualquer barbaridade.

 

Acho que todos nós pensamos um bocadinho assim, mas a verdade é que parece que vem tudo chocar comigo.

 

Ainda esta semana estava a beber uma cerveja com amigos e estava a acabar de cumprimentar um rapaz que me tinha sido apresentado quando de repente, vinda sabe-se lá de onde, apoiada apenas num pé e com o outro já esticado (qual Bruce Lee) vem uma mulher que desata à porrada ao rapaz porque dizia estar a ser traída.

 

Eu, obviamente, afastei-me para não ser presenteada com um invertido.

 

Ficámos todos perplexos a assistir aquela "peixeirada" enquanto o amigo se esforçava por resolver o conflito conjugal.

 

Depois do choque, desatamos todos a rir e eu só tive pena de não ter enfiado uma go pro na testa porque aquilo daria um bom vídeo de lançamento do canal.

Obviamente, e como tem mais graça quando partilharmos as coisas, estive a pensar em recrutar um casal de amigos para fazer parte do projecto.

 

Eles ao inicio riram-se, mas quando lhes mostrei os vídeos do Windoh e lhes expliquei que ele vivia daquilo eles já me ouviram melhor.

Ainda estamos entre ganhar coragem para começar e tentar descobrir que nome colocar, mas penso que após a conversa inicial, a ideia ficou a marinar na cabeça de todos.

 

Ontem fomos jantar e já gravámos alguns momentos hilariantes da noite.

Pelo sim e pelo não, enquanto pensamos no assunto, vamos gravando possível conteúdo para o canal.

Nunca se sabe....

 

04
Mai18

Psiquiatra sim, e a qualquer custo!

No inicio quando conversei com a doutora ela explicou-me a sua política de cancelamento.

 

Aviso mínimo de 48 horas, se não a consulta iria ser cobrada na mesma.

Explicou-me, e eu entendi, que aquele é o trabalho dela e que cada vaga está restrita a uma só pessoa, tendo desta forma garantias que obtem o seu sustento mensal, porque se em cima da hora um paciente não vem, não pode colocar imediatamente outro.

 

Explicou-me e eu entendi.

 

Eu, por outro lado, expliquei-lhe também que desde o meu local de trabalho (Alverca) até à Calçada do Combro são uns bons 30 minutos e que podem aumentar devido ao trânsito.

Pedi-lhe inclusivé que, pela distância, me marcasse para o horário mais tardio que tivesse.

Esse horário era o das 19:00-20:00 fazendo-me andar a correr freneticamente pois o meu horário de saída é as 18:00.

 

Tudo certo eu aceitei.

Até agora, com 3 sessões já realizadas nada tinha corrido fora do esperado.

 

Ontem, saí daqui à mesma hora de sempre, contudo, não sei que raio se passava na Av. de Ceuta que ninguém andava.

Eram 19:00 e eu liguei-lhe a avisar que iria chegar atrasada porque estava parada no transito.

Ela respondeu-me "tudo bem, estou a sua espera".

 

Cheguei perto dela eram 19:45.

Sentamo-nos como de costume, quando ela me diz que esta sessão iria ser curta porque eu me tinha atrasado e ela não podia alargar o horário porque tinha um concerto.

Tudo certo até aqui, não fosse ela no final pedir-me os 80€.

 

E depois vocês dizem "Mas este bloco de horas estava reservado para ti, atrasaste-te, ela não pode assumir a responsabilidade".

 

Tudo certo mas vários pontos me apoquentam:

  • Ela não é uma médica dentista. Ela lida com sentimentos, com sessões que para resultarem há que existir confiança, confiança essa que ainda se está a construir face às escassas sessões que tivemos. Eu senti-me usada. Em nenhum momento ela me disse que iria ter de terminar a consulta na mesma às 20:00, fazendo-me acreditar que estaria à minha espera para 1 hora de consulta como o habitual. Porque até digo mais, se soubesse que era para falarmos 15 minutos, preferia ter pago os 80 euros, mas ter ido descansar para casa, ao invés de andar no pára arranca depois de um dia cansativo de trabalho.
  • Tudo bem que as consultas estão reservadas a cada paciente, mas ela podia dizer-me "não vale a pena vir porque não vou conseguir dar-lhe 1 hora de consulta, venha amanhã que abro uma excepção e dou-lhe consulta das 20:00-21:00", como aconteceu na sessão passada porque ela tinha um compromisso. Entendem? Eu não faltei à consulta, eu não desmarquei a consulta em cima da hora, eu fui lá e cheguei o mais rápido que pude.

 

Fiquei triste e a sentir-me mais uma tonta que enriquece estas pseudosalvadoras...

Fiquei a sentir que andamos as duas num mundo de fingimento. Eu a fingir que as sessões resultam e ela a fingir que se preocupa realmente comigo e com o meu bem-estar.

 

Quis o destino que batesse com o carro depois da consulta.

Enviei-lhe um email hoje a dizer que devido à despesa avultada de ultima hora não vou poder fazer mais sessões durante este mês e que retomarei no mês que vem.

 

Só espero não ouvir um "Mas não ajuda esta interrupção de sessões bla bla bla", porque na realidade, a mim também não me ajudou nada ter estado no transito a suar do buço, ir a correr para a consulta para depois dar-lhe um beijinho e vir  80€ mais leve para casa.

 

Não sei se estou a ter um olhar demasiado duro, ou sequer se consigo passar aquilo que me provocou esta situação, mas para mim, caiu por terra toda a confiança e credibilidade adquirida até aqui.

02
Mai18

Casais liberais

Não sei que horas eram nem como é que chegamos a ser quatro a sair do Musicbox com uma mala de viagem.

 

Não me lembro também como fui parar a casa de um casal com mais um membro que no entretanto se juntou.

 

Tenho flashs.

 

Flashs de uma noite que começou às 20:30 em Telheiras, rapidamente passou para a rua cor-de-rosa onde bebemos uma cerveja no primeiro café que vimos aberto.

Quando digo vimos refiro-me a mim e ao meu fiel companheiro de loucuras burguesas.

 

Depois da primeira bebida cair no nosso estômago vazio decidimos ir comprar alguma coisa antes da noite que prometia ser dura, começar.

Fomos ao minipreço e comprámos 4 bananas.

 

Enquanto comíamos as bananas à porta do estabelecimento íamos tentando ligar para o génio da lâmpada.

Precisávamos de pó mágico.

 

Sinceramente, não me lembro bem o que nos levou a passar para o Rive Rouge.

Fomos à missa de Domingo.

10€ à entrada sem consumo é o que me vem primeiramente à cabeça.

"Que absurdo", pensei eu, mas lá entrei, também nunca lá tinha ido, dei o beneficio da duvida.

 

Chegando à pista, demorei pouco até me render.

Mas que musica, ambiente, uau, estava no céu.

Deixava-me levar, de olhos fechados, embalada pela musica e pelo álcool.

Encostei-me o mais próximo que pude do Dj.

Percebi que era o Xinobi. "Estava mesmo destinado ouvir este gajo", pensei.

 

De repente sinto uma mão no braço.

Novos membros se juntaram à dupla.

Novos membros com pó mágico.

Abri as hostilidades com uma das raparigas do grupo.

 

O que se passou nas próximas horas não sei detalhar pois andei a viajar nos meus pensamentos ao som do extraordinário Xinobi.

Acho que ainda me arrepio, só de pensar.

Acabou a missa, fomos embora.

Xinobi incluído, a quem fui dar um beijinho e agradecer. 

Ele, super simpático e receptivo.

 

Seguimos até ao Europa, depois MusicBox e daí tenho vagas memorias.

Voltando à casa do casal.

Deviam ser umas 8 da manhã.

 

Éramos 5. Dois casais e um dealer manhoso.

 

A casa era super diferente, cheia de gatos e cheiro a incenso.

 

O rapaz do casal pergunta quem quer ir com ele à rua comprar tabaco, eu ofereci-me pois também precisava.

Sentamo-nos num café pelo caminho e eu falava-lhe sobre sei lá o quê quando de repente ele chegasse à frente e beija-me.

Apesar do meu estado consegui reprovar o acto e dizer que ele não podia fazer aquilo.

Ele explicou-me que não havia mal, mas eu não acreditei.

Voltamos a casa e ele diz a namorada que me beijou.

Ela ri-se e ele volta a beijar-me à frente dela.

 

Não sei se era pela carência, se pelo álcool e outras coisas mais mas...desbloqueou em mim o instinto perdido.

A minha vontade era mandar-me de cabeça e cometer loucuras.

Mas...acredito que as coisas quando têm de ser acontecem naturalmente e ali, estavam pessoas a mais.

Restou-me ficar com vontade e ir para casa a pensar naquilo.

 

Entretanto a namorada trocou uma mensagem comigo a dizer que temos de combinar ir a praia.

Vamos ver o que vem daí.