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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

21
Mar18

Prefiro ter paz que ter razão

Imaginemos que somos constituídos por um grupo de puzzles envolvidos numa bolha.

Chamemos à bolha a nossa paz de espírito e aos puzzles a razão.

 

Alguma informação sobre...

 

"Na cultura da chamada sociedade ocidental, a palavra razão origina-se de duas fontes: a palavra latina ratio e a palavra grega logos. Essas duas palavras são substantivos derivados de dois verbos que têm um sentido muito parecido em latim e em grego.

Logos vem do verbo legein, que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular. Ratiovem do verbo reor, que quer dizer: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular.

Que fazemos quando medimos, juntamos, separamos, contamos e calculamos? Pensamos de modo ordenado. E de que meios usamos para essas ações? Usamos palavras (mesmo quando usamos números estamos usando palavras, sobretudo os gregos e os romanos, que usavam letras para indicar números).

Por isso, logos, ratio ou razão significam pensar e falar ordenadamente, com medida e proporção, com clareza e de modo compreensível para outros. Assim, na origem, razão é a capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são. A razão é uma maneira de organizar a realidade pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas e por elas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais."

Em https://razaoouemocao.wordpress.com/2008/08/15/a-origem-da-palavra-razao/

 

Ora bem, como se costuma dizer popularmente, razão cada um tem a sua.

Podemos verificar quão difícil é avaliar quem tem razão ou não partindo do principio que cada um tem percepções totalmente distintas da realidade.

No entanto, há pessoas com maior capacidade para se colocar no lugar do outro e analisar de forma imparcial as situações.

 

Isto é importante porquê.

Quando eu não tenho capacidade de medir a situação de todos os prismas, tenho a tendência para achar que tudo o que acontece é provocado por terceiros.

Se penso que tudo o que me acontece é culpa de terceiros, também penso que são eles que têm algo a melhorar.

Até consigo listar as melhorias.

Problema: eu não aprendo nada.

 

E portanto é importante antes de querer identificar quem tem a culpa do quê é conseguir colocar em ordem os acontecimentos e tirar uma aprendizagem para que futuramente isso não aconteça.

 

Toda a gente conhece alguém que está sempre a queixar-se de coisas que "estão sempre a acontecer".

Como se tivessem quietinhos no seu canto, tipo vegetais e não fizessem parte activa da sua propria vida.

Normalmente acontecem sempre porque são despoletadas, de forma consciente ou inconsciente.

E porque não ficaram resolvidas a primeira vez, voltam cada vez mais fortes.

Há pessoas difíceis de vergar.

Nervosas, teimosas, mimadas e imaturas (independente da idade).

 

Tenho denotado que são pessoas com bolhas abertas e puzzles muito incompletos.

Bolhas abertas, que permitem que todos chafurdem e lhes tirem a paz. São pessoas fáceis de enervar, de provocar.

Puzzles incompletos porque nunca foi um jogo a dois, foi sempre um jogo solitário, tirano, ditador, teimoso. São pessoas que têm razão sozinhos.

 

Trabalhar para fortalecer essa bolha implica auto conhecimento, plena consciência do eu, qualidade e defeitos, comportamentos e vícios.

Trabalhar para ter puzzles completos implica perguntas, partilha, curiosidade sobre o que sentem os outros, calçar os seus sapatos.

 

Obviamente no final do dia não somos obrigados a aceitar o que nos aconteceu, que nos doeu e nos fez sofrer.

Mas se conseguirmos entender qual o nosso papel e o porquê das coisas se terem desenrolado daquela forma, talvez possamos sentir alguma paz.

 

 

Nota: Obviamente que na vida nem tudo tem de ser entendido porque

"Há razões que a própria razão desconhece".

 

16
Mar18

Agressor

carrie.jpg

Se me arrancares o coração vais ver

que não tem vestígios de ti

com sangue, suor e lágrimas digeri

tudo o que houve entre nós

com recurso a alguma criatividade

dei prioridade à amizade

irmão, pais e avós.

 

Foram noites, foram dias

eternas analogias

de estranhos que conhecia

e me faziam recordar

foram tipos cristaleiros

seguranças e porteiros

que me fizeram parar.

 

Hoje

sou alguém renascido das cinzas

uma versão melhor que a anterior

remendada mas completa

que a dor não se quer discreta

para não esquecer o agressor.

13
Mar18

Respostas da vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu só combino saídas

porque as voltas da minha vida

souberam a pouco, bem sei

espremo o tempo para caber momentos

futuros pensamentos

de presentes que errei.

 

Se ao menos elas soubessem

o que ainda tenho para dar

talvez nunca tivessem ido

talvez tivesse até conseguido

tê-las feito apaixonar.

 

Mas do que vale viver na ilusão

pensar no que ficou pelo parecer

se aquilo que faz andar a vida

não são as perguntas respondidas

mas as que estão por responder?

 

 

09
Mar18

Mulheres que julgam mulheres

Eu não sou maluca

não arranjes desculpa

para aquilo que queres, mas tens medo

que é igual o degredo

de viver temendo o julgamento.

 

Eu não sou maluca

se isso para ti for sinónimo de vadia

se há razão para estar solteira

é porque não desespero com a ideia

de ter alguém na minha vida.

 

Eu não sou maluca

e tu não tens vergonha

mas tens a memoria curta

com tantos dedos apontados a ti

como é que ainda abres essa boca

para falar mal de mim?

08
Mar18

Mulheres - O drama de escolher roupa

 

Eu lembro-me que algures durante o meu crescimento eu era daquelas miúdas que escolhia a roupa no dia anterior para levar para a escola.

Deixava tudo lindo e arrumadinho na cadeira do quarto para depois de manhã não perder tempo a escolher\conjugar o que queria vestir.

Até escolhia acessórios e tudo.

 

Fico a pensar onde se perdeu essa pessoa??

É que parece que acordo todos os dias de manhã, qual filme de ficção cientifica, com um reset cerebral sobre todas as roupas, sapatos e acessórios que possuo!

E no que resulta esta amnésia matinal?

 

Numa feira da ladra no meio quarto, qual furacão asiático!

 

E para achar tops básicos que eu juro que tenho, mas não acho?

Começo mesmo a duvidar se não os perdi, se mos roubaram, se até nem nunca os comprei vejam bem a paranóia!

 

Até hoje não sei o que fiz à colecção de tops brancos e pretos de algodão que comprei na Primark!

 

É que até compro logo em quantidade, mas por alguma razão miraculosa eles....puff desaparecem do meu guarda fato.

 

E aqueles pares de cuecas rendadas e sexys que só usamos de vez em quando e com as quais nos cruzamos durante dias seguidos e quando as queremos usar.....onde estão?????

 

E aquele par de brincos que juramos estar na mala dos acessórios e de repente estão lá TODOS os acessórios que comprámos desde a 4ª classe, mas AQUELES ESPECÍFICOS que ficavam mesmo UAU com esta roupa simplesmente....EVAPORARAM....

 

São normalmente os mesmos que encontro mais tarde no saco do aspirador...

 

Portanto, resumindo.....diria que se Murphy fosse mulher teria feito todo um estudo sobre a sua teoria para escolha de outfits.

 

Que flagelo!

E depois desarrumo as gavetas todas (aquelas que arrumei numa inspiração divina no fim-de-semana) e mesmo assim vou revoltada e a sentir-me mal com aquilo que escolhi.

 

Há dias que não preciso de escolher nada e acordo com o cabelo lindo e maravilhoso, com a barriga seca e a sentir-me a Beyoncé.

Qualquer trapinho me fica bem e até são nesses dias que opto por ir o mais casual possível porque....estou no céu.

Agora quando uma pessoa precisa mesmo de se arranjar, e de preferência no ano em que começou o dia, parece que não acho nada, estou gorda, estou sem cabelo, estou sem pestanas....

 

E esta análise aplica-se a quando não estou menstruada porque então podia escrever toda uma Bíblia sobre a barriga de 3 meses com que fico e com a desregulação total e inoportuna dos meus intestinos durante aqueles 4\5 dias do Demo!

 

Uff, mas é tão bom ser mulher....na verdade não sei se é bom, mas tendo em conta que a outra opção seria ser homem....acho que sim.

06
Mar18

Recorrer à terapia? Sim ou Não?

Faz por esta altura dois anos que me despedi, em dor e sofrimento, completamente inconsciente de mim e dos outros.

 

Acordei um dia para ir aos correios e não me lembro de muito mais.

Desatei a chorar e parecia que ia morrer.

Liguei à pessoa mais importante da minha vida.

 

Hoje sinto-me igual, pena que essa pessoa já não está na minha vida. Seria tudo mais fácil...Ou não.

O mais engraçado é que precisamente 2 anos antes, em 2014, tinha-me acontecido o mesmo.

 

Ou seja, parece que num ciclo de dois em dois anos a minha vida quer purgar coisas que, de alguma forma, eu volto a engolir e isto nunca mais passa da cepa torta.

Mudo o contexto, mas os sentimentos são os mesmos.

Se calhar em vez de mudar de contexto seria bom de uma "vez por todas" actuar na causa e descobrir o que raio se passa comigo.

Este ano não pode ser mais um ano deitado fora. Não pode.

Foi então que desabafei com um professor de biologia que conheço que me aconselhou uma medica psiquiatra.

 

Sou completamente céptica a tudo o que seja terapias psíquicas, sejam elas tradicionais ou alternativas.

Para mim os terapeutas existem para ganhar dinheiro à custa do sofrimento dos outros.

Então com a experiência que tive com a ultima médica, valha-me Deus.

No entanto, já estou por tudo.

 

Esta médica é especializada no método psicoterapêutico de análise bioenergética de Alexander Lowen, disse-me ele.

Estive a pesquisar um bocadinho e resumidamente o que entendi foi que o objectivo é fazer com o que o paciente se auto-regenere através da consciencialização do seu corpo num conjunto de movimentos previamente testados.

Isso vai fazer com que se desbloqueiem traumas que existem, numa espécie de harmonia entre corpo-mente-espírito.

 

É como se fosse fazer um carro pegar de empurrão vá. Sendo que eu sou o carro.

Ou fazer um coração voltar a bater através de choques eléctricos, só que essa energia é produzida por mim.

 

Enfim, foi o que entendi.

Como sou uma apaixonada por dança e sei bem o boost que esta me dá quando a tenho na minha vida mais frequentemente pensei...porque não?

Já enviei um email à médica.

 

Supostamente ela é muito cara (que surpresa), mas segundo ele, é a melhor na área.

Ah e também certificada pelo Associação Portuguesa de Análise Bioenergética.

Deve querer dizer alguma coisa.

Antes de mais só espero ter empatia com a pessoa e isso só vou conseguir saber numa primeira consulta.

 

Vamos ver o que sai daqui.

 

05
Mar18

Quando te vi

Quando te vi 

pensei para mim 

que eras gay de certeza

mas assim que sentámos hesitei

com a forma que me olhaste tirei

a ideia da cabeça.

 

Quando te vi

corri para não te fazer esperar

e tu ficaste de longe espantado

disseste que não conseguias entender

a razão que me levava a correr

de encontro a um desconhecido.

 

Quando te vi

julguei-te santo

contaste-me no entanto

que tinhas estado na prisão

fiquei confusa com a diferença

mas adorei a inocência

com que fizeste a confissão.

 

Quando te vi

não te dei muita importância

a tua altura e pouca elegância

não me costumavam atrair

o que eu não sabia era 

que a minha maior asneira

seria subestimar a maneira

como me fazias sorrir.

 

01
Mar18

Traição

Já alguma vez sentiste uma dor tão forte no peito

que mais te apetecia cortá-lo ao meio, do que senti-la?

Já alguma vez sentiste um murro no estômago de ver o que não querias

e ao mesmo tempo sabias, que querias ver outra vez?

Já te apeteceu chorar e vomitar ao mesmo tempo

e o teu corpo, vitima do tormento, nem saber o que fazer?

Já te apeteceu dizer tantas coisas a alguém, mas saberes que não podias

porque essa pessoa nem sequer merecia ouvi-las?

Já alguma vez sentiste vontade de morrer e ao mesmo tempo matar?

É o que o ódio e o amor geram ao chocar.