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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

Quando finalmente estás em paz e aparece um fantasma do passado - POWWWW

Eu não percebo nada destas coisas do timming certo....

Acho que para mim o timming certo é o contrário do errado. Só estou a ver essa descrição possível, porque é mais fácil haver timing certo para uma terceira guerra mundial que para as ocorrências da minha amorosa...

 

Então estou eu já há uns mesitos tranquila e contente, sem sofrer por ninguém, sem me apaixonar loucamente por ninguém que não se apaixona por mim, apenas a viver a vida com pessoas que me fazem bem (e outras que ainda estão a aprender a fazer bem ---- Tema do "Homem que não faz a ponta dum corno"------) e de repente eis senão quando...

 

Ouves aquele PLIM de uma nova mensagem do facebook e ...

 

Imagem do DEMO.

A tua paixão avassaladora a quem tu pensavas conseguir resistir friamente e não sentir absolutamente nada da próxima vez que visses uma mensagem dele.

Aquele que tu dizias "quando ele vier atrás de mim vou fazê-lo lamber o chão que pisar", sim esse mesmo.

 

E aí tu olhas para a mensagem uma vez.

Olhas duas.

Fechas a janela do Facebook e fazes outras coisas um par de minutos.

Vais ao WC.

Vais fumar um cigarro.

Vais passear o cão.

Entretanto a medo voltas lá para ver se de facto aquilo aconteceu mesmo ou não foste tu que sem querer abriste a janela dele...

 

Mas não.

Está lá, é verídico, ele enviou-te uma mensagem a dizer que te quer ver.

QUER VER!!

 

Primeira reacção: "Puff, deves pensar que isto é assim....desapareces e agora de repente está tudo bem".

Ficas sem responder, feliz da vida, com aquele gostinho de ele ver que tu "viste" mas não respondeste (tantas vezes que aconteceu contigo no passado....).

 

Entretanto já falaste com todas as tuas amigas por Facebook, Whatsapp, SMS, Email sobre a ocorrência...

Já leste todos os blogs de "Como deixar um homem caído por ti" ou "O que fazer quando ele voltar?"...

Já pensaste em todas as possíveis razões pelas quais ele te quer ver...

Começas a ter suores frios...

 

Bebes um copo de vinho, fumas um cigarro, vês uma comédia romântica para desanuviar e derepente chega o pensamento mais mortífero desta vida "Que se lixe, estou-me a fazer de difícil porquê, a vida é só uma"

 

E pronto, decides responder.

 

Foi basicamente o que se passou comigo ontem.

Preciso de muita oração neste momento.

Pessoas que expõem o sofrimento nas redes sociais

Pessoas que expõem o seu sofrimento nas redes sociais são normalmente dois tipos de pessoas

  • Aquelas que querem realmente informar, numa breve descrição do que lhes está a acontecer, em forma de comunicado.
  • Aquelas que querem ganhar credibilidade e empatia dos outros.

 

Confesso que não tenho muita paciência para o segundo caso.

Quando nos aproveitamos das desgraças nossas ou alheias para ganharmos credibilidade, empatia, atenção dos outros estamos no fundo a tirar beneficio próprio de uma situação que à partida deveríamos não querer estar a passar.

 

Então não faz sentido. 

 

Vejo muita gente que expõe filhos, irmãos, pais, que muitas vezes nem têm representação nas redes sociais.

São utilizados nestas propagandas dos coitadinhos, sem sequer saberem.

 

Irrita-me que as pessoas não saibam passar pelos problemas como eles devem ser passados.

Dentro do seio famíliar, preservando a dor de cada um.

Quando partilham uma noticia destas, não podem esquecer-se que se calhar, existe alguém na família que preferia que ninguém soubesse.

Irrita-me estes espectáculos de sofrimento gratuitos sem qualquer intuito senão fazerem-se de coitadinhos, muitas vezes quando na verdadeira historia por detrás das cortinas, nem se preocupam assim tanto.

 

Odeio a facilidade com que as pessoas alimentam este tipo de propaganda com um comentário, com um like, com uma partilha.

 

Não digo que as pessoas se devem calar e fingir que nada se passa, não, não digo isso, mas ser mais controlado com aquilo que expõe, quem expõe e pensar realmente nos impactos\finalidade que isso tem.

 

Se não existe nenhuma intenção de buscar ajuda dos que vão ler a publicação (porque há de facto casos em que são apelos de ajuda e aí ok) então o que pretendem estas pessoas que se fazem de coitadinhas? Que colocam autênticos discursos épicos sobre pais falecidos, e filhos com cancro?

Que valor têm estas publicações se a intenção não for buscar ajuda ou ajudar os outros?

 

O que estão à procura estas pessoas sanguessugas de atenção?

 

Qual o limite de uma publicação? Qual o limite de uma exposição?

Já não se sofre em silêncio? Já não se ama em silêncio? Já não se é feliz em silêncio?

 

E se ganhassem o EUROMILHÕES, publicariam a noticia para todos saberem?

Não claro que não. Porquê? Porque já não precisam de ninguém.

Porque nesse momento, passam a ter mais pessoas a precisarem deles do que eles a precisarem de alguém e isso já não interessa.

 

Se não cabe em ti, escreva!

"Se não cabe em ti, escreva"

Pousou o lápis sobre a mesa e disse

Como que revoltada com o meu silêncio

 

"Se não cabe em ti, vomita"

Disse-me aflita

Por já não saber o que dizer

 

"Se não cabe em ti, não era para caber"

Digo-lhe eu ao vê-la sofrer

Vamos todos morrer

Não te preocupes tanto

Que aquilo que tem mais encanto

Não dá esse trabalho todo

Acontece de repente e sem aviso

Por simples e leve improviso

Não precisa de ser um jogo

 

"Se não cabe em ti, faz por caber"

Se é isso que queres fazer

Mas não reclames mais vez nenhuma

Que nessa cabeça já não se arruma

Nem uma agulha no palheiro

Tiveste o tempo inteiro

E mesmo assim não soubeste viver

 

By: Podenga

O amor próprio é a CHAVE!

Encontrei este texto que já escrevi há algum tempo, mas que continua a fazer sentido para mim.

Felizmente lendo o que escrevi sinto-me bem por ver evolução nas minhas acções e perceber que já consigo por em pratica as coisas em que acredito.

 

 

Na conversa com um amigo um dia destes eu perguntava-lhe

"Porque só me atraem homens que só me querem usar e eu só atraio homens que querem namorar comigo?"

 

A realidade é esta.

Quem eu gosto não gosta de mim e quem gosta de mim eu não gosto.

 

Mas porque será assim?

Porque só gosto de quem não cuida de mim e vejo como fraco quem faz tudo por mim?

 

Porque nós aceitamos o amor que consideramos que merecemos.

É um problema de amor próprio.

 

Por exemplo, os pais nunca estão contentes com os namorados/as que os filhos arranjam correcto?

E porque será?

Porque consideram-nos o bem mais precioso do mundo e que nenhum outro ser-humano estará ao nosso nível (até aos 30 anos, depois disso qualquer um serve porque o tempo começa a apertar ahahah brincadeirinha)

 

Portanto, se eu aceito que os homens não se esforcem minimamente por mim e que basta haver click para me entregar de bandeja é porque o valor que me dou é muito pouco.

 

Eu nunca vou ter homens a acharem-me a ultima bolacha do pacote se EU não me achar (e comportar) como a ultima bolacha do pacote.

 

Outra verdade: somos nós que mostramos aos outros como eles nos devem tratar.

 

Tenho de demonstrar os meus standards.

Aquilo que aceito e não aceito que me façam. Delinear limites.

Tenho de demonstrar claramente o que gosto e o que não gosto, de forma assertiva, ser ser demasiado passiva nem demasiado boazinha, nem too polite nem demasiado atacante, bruta, presunçosa, mimada.

 

Não é fácil arrancar hábitos enraizados da nossa personalidade, é obviamente um processo que leva tempo.

Também outra coisa que faço inconscientemente e que me afecta no meu relacionamento com os outros é: ter pressa.

Sou ansiosa demais.

 

Se alguma coisa não corre do meu agrado tenho sempre o impulso de ser agressiva.

Levo tudo como ataque, quando se calhar bastaria fazer algumas perguntas para perceber que a decisão que a pessoa tomou pode nem sequer ter a ver comigo.

Isto por um lado ajuda-me a demonstrar à pessoa como quero ser tratada e por outro mostra-lhe que consigo ser alguém com empatia e maturidade para me tirar do centro do meu mundo e por-me na pele do outro.

 

 

Bom, acho que acabei por divagar.

Pode ser que ainda pegue neste texto e o descasque.

 

Beijos

 

 

Coisas que me tiram do sério: pessoas que amuam

Não sei se é por ser Leão de signo solar e precisar de atenção o tempo todo, não sei se é por ser Águia segundo a metodologia DISC e não ter paciências para Pombas...enfim, uma coisa é certa: a solução para o amuo (a meu ver) deveria ser uma tacada na cabeça para ver se acordam para a vida.

 

Sabem aquelas pessoas que vão na faixa do meio da auto-estrada?

Alguém que amua para mim causa-me um nível de irritação similar.

 

Alguém que AMUA!!!!! não resolve, nem deixa resolver situações problemáticas.

 

São aqueles assustadiços com medo do confronto, com um ego maior que eles mesmos, cagões, mimados, que pensam que o MUNDO PÁRA, porque ele ou ela estão de cara seria e passaram a dar respostas monossilábicas.

 

Não tenho capacidade para lidar com pessoas que amuam, principalmente se já forem adultos suficientes para entender que isso não resulta ou principalmente se for alguém que eu até gosto tipo.....gajos.

 

Claro que eu SÓ GOSTO de gajos que amuam ne porque nunquinha na vida iria namorar com alguém assim.

Aliás gostar até é demais....

 

E a razão pela qual não consigo namorar com alguém assim é básica: é uma questão de sobrevivência. Ou ele ou eu. Não há espaço para os dois.

 

E se vocês pensarem no quão ridículo que é amuar.

Se vocês pensarem nas figuras mais importantes da historia da humanidade amuarem, vêm o quão cómico pode ser.

Porque é infantil! Só pessoas imaturas, infantis é que amuam.

 

E depois é um loop sem fim porque quanto mais eu sou águia, mais a pomba se retrai e quanto mais se retrai mais eu me irrito e isso gasta muita energia.

 

Então tenho sempre de respirar fundo e entender que perante mim está uma simples e frágil pomba que eu poderia comer ao pequeno-almoço mas escolho não comer.

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