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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

"Não te apaixones"

"Não te apaixones"

Diz ele

Enquanto me coloca a mão dentro da camisa

Que teste é este que desconheço?

Saberá de que loucura padeço?

Não me importa

Não quero saber

Não me destabiliza

 

"Não te apaixones"

Repete

Ao beijar-me fogosamente

Debaixo de um tecto quente

Nas ruas nuas de Lisboa

 

Como se fosse possível então!

Beijar sem cair na tentação

De experimentar de raspão

O sabor que a paixão entoa.

 

"Não te apaixones, tem cuidado"

Volta ele a repetir

Como se eu já não tivesse provado

O sabor amargo da decepção

Que é voar e cair.

 

"Não te preocupes"

Disse eu

Que mesmo que saia apaixonada

Dorida, sofrida e indesejada

Estou bem calejada

Não te irei importunar.

 

By: Podenga

 

 

Saudade? É para lá que eu vou

 Saudade?

É para lá que eu vou todas as noites

Nos meus sonhos e visões

Nos meus sorrisos e lágrimas

Sem medo de me arranhar, nos estilhaços da realidade

Da terra batida no fundo do mar.

 

Saudade?

Com certeza que vou já!

Que mal terá, arrepiar-me de nostalgia?

Quando me lembro da tua mão fria

No meu pescoço gelado.

 

Saudade?

Tenho e recomenda-se!

Da boa e fresquinha, acabadinha de sair

Do forno quente do meu coração

Que bombeia sem parar a emoção

Daquilo que me fez sorrir.

 

Saudade?

Medo e revolta apenas

Por ter de sair dela contrariada

Quão bem que lá se estava

Agora que parecia tão real.

 

Saudade?

Faz a vida não ser esquecida

Andar a ser revivida

Como se pudesse um dia 

Voltar a ser.

 

 

Por: Pondega

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