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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

16
Mar17

Que estranha forma de ser amigo

Que estranha forma de ser

Amigo nas ocasiões

Contar sentimentos como tostões 

E ainda assim tentar poupar

 

Que estranha forma de ser

Amigo nas entrelinhas

Porque será que fascinas

Quem te conhece de leve?

 

Que estranha forma de fazer

Um amigo descartável

Utilizado sem saber

Por aquilo que virá a ser

Uma quebra inevitável

 

Da confiança e da razão

De quem nunca te largou a mão

E que agora não importas de deixar

 

Porque razão não avisaste logo

Que irias partir da maneira que chegaste?

Como um truque de magia se tratasse

Os momentos que passámos!

 

Que faço agora sem ti meu ombro amigo?

Tu que deixas-te um zumbido

No meu quotidiano vazio e perdido

Sem telefonemos nem partilhas

Quais madrugadas frias

Sem com quem celebrar!

 

Vai-te mas não voltes mais!

A não ser que sejas capaz

De uma profundidade fugaz

Para onde possa mergulhar

Sem nunca necessitar

Olhar para trás e comprovar

Que ainda lá estás.

 

 

 By: Podenga