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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

15
Nov17

Promessas, promessas....

Promessas, Promessas..

Essas coisas tontas

Que acontecem sem ter conta

Do que poderiam ter sido se fossem de verdade.

 

Promessas, Promessas,

Quem nunca as disse ou ouviu

Com ou sem conhecimento

Nunca vêm a tempo

De serem descobertas.

 

Promessas, promessas...

Essas peças soltas

Vírgulas loucas

Que nunca chegam a ser pontos finais

E por isso são intermináveis.

 

Promessas, promessas...

Sempre prontas a aparecer

No momento certo e exacto

Em que se fecha por completo

O ciclo do fala barato

E a gente finge que acredita.

 

Promessas, promessas...

Que servem de colchão

A quedas maiores que o não

Porque cai-se de mais alto

E no final do dia

Nem sabemos o bem que faria

Termos ouvido a verdade.

 

Promessas, promessas...

Que um dia já me encantaram

Hoje são apenas livros abertos

De sonhos desfeitos

Que nunca se concretizaram.

 

Podenga