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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

06
Jun17

Pessoas que expõem o sofrimento nas redes sociais

Pessoas que expõem o seu sofrimento nas redes sociais são normalmente dois tipos de pessoas

  • Aquelas que querem realmente informar, numa breve descrição do que lhes está a acontecer, em forma de comunicado.
  • Aquelas que querem ganhar credibilidade e empatia dos outros.

 

Confesso que não tenho muita paciência para o segundo caso.

Quando nos aproveitamos das desgraças nossas ou alheias para ganharmos credibilidade, empatia, atenção dos outros estamos no fundo a tirar beneficio próprio de uma situação que à partida deveríamos não querer estar a passar.

 

Então não faz sentido. 

 

Vejo muita gente que expõe filhos, irmãos, pais, que muitas vezes nem têm representação nas redes sociais.

São utilizados nestas propagandas dos coitadinhos, sem sequer saberem.

 

Irrita-me que as pessoas não saibam passar pelos problemas como eles devem ser passados.

Dentro do seio família, preservando a dor de cada um.

Quando partilham uma noticia destas, não podem esquecer-se que se calhar, existe alguém na família que preferia que ninguém soubesse.

Irrita-me estes espectáculos de sofrimento gratuitos sem qualquer intuito senão fazerem-se de coitadinhos, muitas vezes quando na verdadeira historia por detrás das cortinas, nem se preocupam assim tanto.

 

Odeio a facilidade com que as pessoas alimentam este tipo de propaganda com um comentário, com um like, com uma partilha.

 

Não digo que as pessoas se devem calar e fingir que nada se passa, não, não digo isso, mas ser mais controlado com aquilo que expõe, quem expõe e pensar realmente nos impactos\finalidade que isso tem.

 

Se não existe nenhuma intenção de buscar ajuda dos que vão ler a publicação (porque há de facto casos em que são apelos de ajuda e aí ok) então o que pretendem estas pessoas que se fazem de coitadinhas? Que colocam autênticos discursos épicos sobre pais falecidos, e filhos com cancro?

Que valor tem estas publicações se a intenção não for buscar ajuda ou ajudar os outros?

 

O que estão à procura estas pessoas sanguessugas de atenção?

 

Qual o limite de uma publicação? Qual o limite de uma exposição?

Já não se sofre em silêncio? Já não se ama em silêncio? Já não se é feliz em silêncio?

 

E se ganhassem o EUROMILHÕES, publicariam a noticia para todos saberem?

Não claro que não. Porquê? Porque já não precisam de ninguém.

Porque nesse momento, passam a ter mais pessoas a precisarem deles do que eles a precisarem de alguém e isso já não interessa.

 

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