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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

09
Jun17

O dia depois do não

Queres ficar sem falar

Rir, amuar

Aquilo que tu sabes usar

Para me fazer enlouquecer

Mas ouve meu menino

Desta vez não me redimo

Não fiz nada para merecer

 

Passam dias e dias

Sempre a seguir orgias

De conexões virtuais

 As armas nucleares

Que usas contra mim

E me faz sentir assim

Invisível por querer

 

São horas e minutos contados

De vigilância aos teus vários estados

Que teimo em controlar

Como se isso indicasse

Alguma impossibilidade

Ou uma falta de vontade

De comigo falar

 

São noites e manhã vazias

As mensagens que antes recebia

Agora não recebo mais

A escuridão da briga levou

Aquilo que o tempo conquistou

 E não vão voltar iguais

 

Mas o tempo é aliado

Ajuda a esquecer o passado

E a deixá-lo atrás onde pertence

Por isso vou vivendo cada dia

A pensar como será o dia

Que me apaixonarei novamente

 

By: Podenga