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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

28
Nov17

O contrário do amor não é o ódio, mas sim a indiferença.

O contrário do amor não é o ódio, mas sim a indiferença.

 

Amor e ódio estão em patamares semelhantes, em pontas opostas, mas no mesmo nível. 


A indiferença é um prato frio, um prato que nem se serve por nem se querer contacto com o outro, aliás, por nem se pensar no outro, por nem importar a sua existência!

 

É um prato deixado, desejado pelo amante, mas retido no amado, que indiferente, não oferece.

 

A indiferença ao próximo consciente ou inconsciente, fá-lo sentir-se resumido à sua insignificância, sem lugar na vida do outro, sem preocupação do outro.

 

É como se existisse para todos menos para a pessoa para a qual quer existir.

 

Tenta ser vista, mas sem resultado. Tenta chamar a atenção através do bem, mas também do mal.

 

O ignorado se não tem força emocional para aceitar a rejeição vai-se abaixo.

Questiona-se a si, ao outro, aos outros.

Pede insaciável pela aprovação de todos, mas nunca é suficiente, mesmo que a tenha, se não vier da pessoa que o ignora.

 

Ser ignorado é água que rega as plantas da insegurança e do medo.

Nós escolhemos se deixamos essa rega acontecer.

Há vezes mais fáceis que outras, porque nem sempre a indiferença parte do principio, do primeiro contacto.

 

Muitas vezes a indiferença vem com memórias.

A chamada rejeição traz alavancada momentos vividos, promessas que não se cumpriram. 

Esse cocktail de expectativas rompidas e de despejo do lugar que se ocupava no outro é ainda pior.

Abala mais o coração, porque já soubemos como é ter relevância para aquela pessoa que hoje não quer saber de nós.

 

Seja como for, é sempre tramado ser ignorado.

O que vale é que o tempo vai tornando tudo mais relativo.

Vai-lhe tirando dimensão.

Um grande problema hoje, pode ser algo que nem nos lembremos daqui a 1 mês.

E isso é uma dádiva que nos devemos lembrar que temos, nas horas mais difíceis.

 

Foi só um desabafo.

Beijos,

Podenga