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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

23
Jan17

Como descobrir o meu caminho?

Há tempos quando me despedi pela segunda vez em menos de dois anos tive a possibilidade de ter uma sessão de coaching com um senhor que admiro muito.

 

No final da sessão que durou um dia inteiro ele disse-me "Tudo aquilo que não quiseres enfrentar agora vai voltar mais à frente e ainda mais forte".

 

Esta frase ficou-me na memória até hoje, principalmente porque depois de me ter despedido nada melhorou relativamente à minha frustração com a minha vida profissional.

 

Neste momento e depois de quase um ano fora da minha "área" de formação, continuo perdida e sem saber para onde ir.

 

Às vezes chego a pensar que o meu mal é apenas ser preguiçosa.

Se calhar não gosto mesmo é de fazer nada.

Se calhar sou só uma mimada filhinha dos papás.

 

Mas, será?

 

Olho à minha volta e parece que ninguém se sente como eu.

Até não adoram o trabalho onde estão, mas ganham bem então permite-lhes fazer outras coisas, ou até ganham menos mas gostam do que fazem.

Eu não, nem gosto do que faço nem ganho muito dinheiro, nem nada.

 

Sinto-me totalmente e completamente perdida, a ver a minha vida a passar-me à frente sem saber para onde ir.

E o pior é olhar para os meus pais e sentir neles a tristeza de alguém que investiu tanto e com tanto esforço na educação da filha e depositou tantas esperanças naquilo que ela poderia ser e simplesmente nada aconteceu.

 

Já pensei também em voltar à faculdade, mas para estudar o quê?

 

Já pensei em imigrar, mas não tenho coragem de o fazer sozinha e todos os amigos que tenho estão em Londres o que me parece que seria um destino que ainda me enviaria mais rápido para o abismo.

 

Este ano tenho de tomar um rumo, não posso deixar outro ano passar sem qualquer realização pessoal.

Mas o que ando eu cá a fazer afinal?

 

Sem realização profissional no trabalho, sem namorado, sem filhos...

 

Que diferença faço eu no mundo afinal?

Quem sou eu?

 

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