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A Podenga Portuguesa

Mulher dramática, pensativa, inquieta, feliz e infeliz. Que carrega o peso do mundo nas costas. Que é filha da mãe natureza. Acredita no amor, na empatia, na verdade, na hipótese.

A Podenga Portuguesa

28
Set16

Coisas que faço aos homens e depois admiro-me de ninguém me querer

Pois é, é lixado quando fico ressabiada porque ele era tão giro e parecia tão interessado em mim, mas depois desapareceu.

 

Quem nunca teve um príncipe encantado modo relâmpago?

 

Aparecem, fazem-te intensamente feliz e depois zás...desaparecem!

 

E depois lá fico eu a rever, sozinha ou com amigas, a "nossa" historia de trás para a frente, a tentar apanhar o erro que eu cometi, como se fosse aprender alguma coisa com isso.

 

Ainda que ache que cada caso é um caso, partilho convosco algumas das situações:

 

1. "Assustaste-o" - claramente que não devias ter perguntado passado 2 dias de se conhecerem quem era a menina da foto do facebook (principalmente quando andaste a vasculhar o facebook dela a toda a hora para encontrar alguma relação escondida) ele agora vai pensar que tu és uma ciumenta compulsiva e que lhe vais fazer a vida num inferno.

 

2. "Devias ter-lhe dado a oportunidade de liderar" - foste tu a pedir para provar o vinho outra vez? Lá estás tu a querer sempre mandar na situação....de certeza que o rapaz aguardou aquele momento ansiosamente para brilhar à tua frente e tu cortaste-lhe as asas! Ainda por cima em frente ao empregado de mesa! Claro que ele se sentiu diminuído...

 

3. "Fizeste-o escolher entre o jogo de futebol e tu?" - o mundo não acaba hoje! Se o rapaz queria ver o jogo do Benfica, porque é que armaste logo um cambalhacho como se fosses partir em volta ao mundo no dia seguinte? Ele queria ver o jogo com os amigos e tu dizias "claro que sim, não há mal, combinamos noutro dia" e ficavam os dois bem. Mas não, decidiste fazê-lo escolher entre o jogo e tu, depois ficas chateada se ele é sincero e te deixa pendurada...além disso também está a questão dos amigos envolvida.

Não vais querer que os amigos te vejam como um alvo a abater, certo?

 

4. "Das-lhe a liberdade de escolher, mas depois nunca estás satisfeita" - não há paciência que resista. Então tu ralhas com o rapaz porque ele nunca te surpreende ou organiza (sozinho) uma saída contigo porque és sempre tu a fazer as coisas, mas quando ele escolhe e organiza tu não gostas ou dizes que preferias outro lugar...assim ele não vai saber como te agradar ou então vai desistir de tentar!

 

5. "Exigir mensagens ou telefonemas" - antes de tu existires na vida dele, ele já tinha uma vida ok? Portanto não queiras que ele mude todos os hábitos dele em tua função. Isto incluí estar constantemente às mensagens ou telefonemas. Ele não te manda sms a toda a hora porque não tem de mandar! E tu não tens de exigir! Ao exigires fazes com que ele se sinta obrigado a falar contigo. É isso que queres? "Ah mas se ele pensasse em mim tanto quanto penso nele queria falar comigo" Cada pessoa é uma pessoa, ele não tem de sentir exactamente a mesma vontade de mandar mensagens que tu tens. Talvez prefira dar-te 100% de atenção quando estão pessoalmente juntos!

 

Verdade universal: "Não te ponhas no lugar dele" - é uma perda de energia estares a tentar perceber porque é que ele fez determinada coisa.

Muito menos tentares colocar-te na pele dele. 

 

Outra verdade universal: "Se ele gostar de ti, tu vais saber" - ou seja, não é suposto tudo ser uma guerra numa relação (mesmo e principalmente se for curta). Se sentes que tudo é arrancado a ferros, se sentes que dás 80% e ele 20%, o melhor é afastares-te para não sofreres com isso.

 

E se ele voltar, vai com calma.

 

Se ele gostar de ti, ele vai mostrá-lo e vais sentir-te feliz.

Não menosprezes a tua consciência.

Ela está um bocadinho adormecida quando estás apaixonada é verdade, mas então usa o teu coração.

Quando sentes que algo não está bem, é bom parar para reflectir um bocadinho se é mesmo isso que queres.

 

Desculpem se vos confundi a leitura ao virar o discurso para a segunda pessoa.

É-me mais facil falar dos meus "problemas" se os pronunciar em forma de conselho.

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